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terça-feira, 5 de março de 2019

Nada de endometrite

Fez no domingo uma semana que recebi o relatório da biópsia ao endométrio. Foi o próprio médico que mo enviou por mail. Disse que o resultado estava normal. Fiquei um pouco apreensiva em relação a uma frase que lá estava que nada tem a ver com a infertilidade mas fez soar o alarme daquilo que tanto me preocupa, que é a possibilidade de desenvolver algum tipo de cancro.

No documento havia a seguinte inscrição: "O estudo imuno-histoquímico com MUM-1 e CD138 apresenta raras células marcando com MUM-1, de morfologia linfóide e CD138 negativo."

Acerca deste excerto vou pedir esclarecimentos, porque de todos os tipos de cancro que têm surgido na minha família paterna (pai e vários tios), linfoma é um dos que já se manifestou. Não me esqueço também que quando fiz estudo de trombofilias, 38% dos linfócitos apresentava irregularidades. A par do facto de ter dificuldades em conseguir dar a volta à infertilidade ando, desde os 22 anos, a fazer rastreios. Fiz a primeira polipectomia gástrica com 27 anos em que, de uma só vez, foram removidos 6 pólipos do estômago. Até agora retirei 8 e nesse âmbito as coisas têm estado mais calmas. O historial familiar de cancro alarga a um espetro abrangente passando por diversas partes do corpo desde o cérebro, esófago/estômago, cólon, mama, sangue. O do meu pai começou no cólon e alastrou para o fígado. A extensão dos tumores que já tinham atingido o fígado e a sua dimensão levaram a que, desde o diagnóstico até à sua morte, tenha durado 16 meses. Posso estar apenas a criar macaquinhos no sótão mas sinto necessidade de tirar a limpo estas questões.

Perguntei ao Dr JL se deveria fazer mais algum exame, marcar nova consulta com ele ou se podíamos manter contacto via e-mail para se definir a estratégia para a próxima transferência. Recebi nova resposta neste passado domingo (percebi que deve ser o dia em que ele se dedica à interação eletrónica) e ficou combinado haver feedback de todo o processo por mail.

Neste momento aguardo que o hospital me ligue para dar início à toma da pílula ainda este mês, uma vez que me foi dito que se avançará para a estimulação em abril.

Tenho algumas preocupações, como é óbvio, em relação aos próximos tempos. A maior é acerca da capacidade dos embriões chegarem ao quinto dia. Isso não aconteceu no ano passado. Nenhum dos 11 que ficou em cultura após o congelamento dos 4 em D3 apresentou qualidade para ser criopreservado. Esse será um enorme desafio. Há também o próprio ato da biópsia dos embriões para fazer PGT-A, que pode causar a sua perda. Acresce a hipótese de aneuploidias que reduz ainda mais o número de embriões com potencial. Dou por mim a pensar que é possível não sobrar nada viável para transferir. A hiperestimulação também me deixa receosa. Fui aguentando as anteriores, com muitas dores e desconforto, as punções custaram bastante e a recuperação foi acontecendo devagarinho, sem ter havido internamento, torção dos ovários ou embolia pulmonar. A única coisa que ambiciono nesta fase, é que não seja pior que das outras vezes.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Endonews

Como referi ontem, pretendia ir ao hospital esta manhã e assim aconteceu. O resultado da biópsia não estava no sistema, o meu processo estava na secretária da Drª S com a indicação de ver com urgência se havia novidades.

Ainda era cedo quando lá fui e a médica não tinha chegado. A uns metros de casa, no regresso, recebi uma SMS com uma receita eletrónica. Verifiquei na Plataforma de Dados da Saúde (recomendo o registo) a que dizia respeito. Ainda equacionei que tivesse sido a minha médica de família, porque enviei-lhe na semana passada uns relatórios de exames. Não foi, vi que a receita era do HSJ com a prescrição de duas embalagens de ácido clavulâmico + amoxicilina, de 12 em 12h, que associei logo a antibiótico. A primeira ideia que me ocorreu era que o relatório acusava uma endometrite, que normalmente é tratada com antibiótico durante duas semanas. Fui logo à farmácia e aguardei que me telefonassem, pois seria de esperar que me fossem dadas instruções. Eram 13h e ainda nada tinha sido dito, então telefonei eu. Parece que uma enfermeira estava incumbida de me contactar mas antecipei-me. A técnica administrativa (sempre impecável, sem qualquer ironia) foi consultar o meu processo e viu que o relatório mencionava a presença de uns "bichitos" que ela não percebeu muito o que era e o antibiótico servirá como prevenção. O relatório já estava pronto, no entanto o laboratório ainda não o tinha validado no sistema informático, logo não estava acessível às médicas.

O plano de ataque para os próximos dias é cumprir a terapêutica do antibiótico, deixar passar cerca de uma semana e voltar a tomar Provera. Quando menstruar é o costume, ligar a avisar, marcar eco para o 3º dia and so on, and so on...

Enquanto não tenho a consulta do 3º dia do próximo ciclo fico na incógnita acerca do zoo que para aqui anda a causar perturbação.
Frequentemente leio artigos acerca das maleitas relacionadas com a infertilidade e encontrei este que merece leitura http://smegineco.com.br/doc-artigos/50-Femina_v40n6_319-324.pdf

Quando fiz a histeroscopia não foi observado nada relevante, contudo a biópsia tem elevada importância. Posso ter sofrido horrores nessa parte mas só por este resultado já valeu a pena toda a dor. Isto permite-me concluir que a videohisteroscopia, por si só, pode não acrescentar nada na procura de respostas. O conselho que posso dar a este nível é não descartar a biópsia.

A TEC 5 não será este mês no entanto, tendo em conta a notícia de hoje, não me rala. Quero tratar da chacina da bicheza, não é esse tipo de população que quero a habitar o meu hotel.