Escrevo este post acompanhada de 2 dos mini-nós da dezena resistente. Estou bem e espero que eles melhor ainda.
Não sei quem foram os escolhidos, a única coisa que a bióloga transmitiu é que são bons e num deles, após o descongelamento, destacou-se uma pequena parte à qual foi possível realizar assisted hatching, o que aumenta a possibilidade de implantação. Fiquei agradavelmente surpreendida, porque pensava que não fosse usada essa técnica no HSJ.
Mais uma vez a TEC propriamente dita não foi indolor, contudo a minha bexiga era uma bomba-relógio prestes a explodir na cara da médica, o que não seria nada bonito de se ver. O primeiro espéculo não permitia uma boa visibilidade, foi substituído por outro com maior diâmetro, doloroso a colocar na posição correta. A ecografia pélvica a acompanhar a viagem das vidinhas mais preciosas do mundo aguçou ainda mais a vontade de ir à casa de banho.
Vi-os, também eles um ponto brilhante, depositados no t0 com a maior qualidade que consigo proporcionar.
Senti mais humanismo desta vez. Não foi a mesma médica da transferência anterior. Houve o cuidado de pedir desculpa pela dor causada na colocação do espéculo. Os mini-nós foram apresentados na imagem do ecrã, toda a equipa me desejou boa sorte. Houve um alento que podia ter sabido melhor se não estivesse a fazer a contagem decrescente dos 15 minutos que faltavam para me vestir e finalmente ter o tão aguardado momento de alívio no WC.
Sinto-me em paz, sem preocupação e neutra. Dia 28, às 8h30, é o dia P ou N. O título do post dessa data já dirá o veredito.
Dormi uma bela soneca à tarde, a minha menina já ronronou para os seus irmãozinhos humanos e estou deitada enquanto digito estas palavras.
Restam 8 mini-nós criopreservados, a diminuição do número preocupa-me. Vamos ver o que reserva o futuro desta TEC.
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sexta-feira, 16 de setembro de 2016
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Nova corrida, nova viagem
Finalmente fui contemplada com o direito de ser acompanhada no Hospital de São João (HSJ).
Voltei à casa de partida de um Monopólio que tem sido demasiado demorado e penoso.
Recuando um pouco na história, nesta fase estamos em maio de 2014 (34 anos), findo um percurso falhado num hospital por onde tive de passar até conseguir um dos meus grandes objetivos que era aceder ao Centro de Medicina da Reprodução do HSJ.
Começa tudo de novo e deparo-me outra vez com a situação de aguardar pela chegada de uma carta com a marcação da primeira consulta. Tal como tem acontecido sempre, os prazos que nos são indicados, seja para consultas como para tratamentos, nunca correspondem à realidade. Houve uma demora significativa na obtenção de notícias e como já tinha uma experiência negativa no encaminhamento do centro de saúde para o primeiro hospital, contactei o HSJ para averiguar se o meu nome constava na base de dados das consultas de infertilidade. Felizmente o nome aparecia nos registos do hospital porém, para um setor diferente (ginecologia, talvez?). Foi feita a correção para infertilidade mas segundo me disseram o erro que houve não influenciou o tempo de espera.
A carta mais aguardada daquele ano chegou com o dia 29 de dezembro de 2014 no horizonte, quase 7 meses após a passagem de testemunho.
Generosos minutos antes da hora marcada, o casal em missão aventurou-se nos labirintos do HSJ para encontrar o local da consulta. Munidos dos exames realizados no outro hospital e um bom tempo após a hora marcada, fomos chamados para o consultório. Iniciou-se o longo inquérito necessário para conhecer o casal e a prescrição de tudo o que faltava analisar. Foi recomendado que suspendesse o Progyluton, voltasse ao Provera e começasse a tomar duas carteiras diárias de Ovusitol (sugador financeiro que não mostrou resultados). Dali a 2 meses teria nova consulta para definição de tratamento em função dos relatórios dos exames.
Surgiu-me uma dúvida a propósito dos encaminhamentos de hospital para hospital. Que tipo de informação a nosso respeito é que migra? A perceção que tenho é que do ponto de vista clínico nada é enviado.
Adiante...
24 de fevereiro de 2015 e 35 anos de idade. Perante o historial relatado e o manancial de exames realizados, a médica considerou que uma FIV era o percurso mais indicado (com taxa de sucesso próxima de 30%), tendo passado a integrar a lista de espera que tem a duração de 1 ano. Mencionou que, uma vez que tenho direito e a lista de espera é mais rápida, poderia experimentar IIU (no sistema público o limite é de 3 e a taxa de sucesso ronda os 10%). Deu a indicação que teria de aguardar 3 a 4 meses, sendo habitual haver um contacto telefónico prévio ao aproximar-se a altura do tratamento.
Como tenho hipotiroidismo, apesar de em condições normais os níveis de TSH e T4 estarem adequados, para quem pretende engravidar e reduzir o risco de aborto, é frequente baixar o nível de TSH através do aumento da dosagem de medicamento. Em função desse facto passei a tomar Eutirox 125.
Voltei à casa de partida de um Monopólio que tem sido demasiado demorado e penoso.
Recuando um pouco na história, nesta fase estamos em maio de 2014 (34 anos), findo um percurso falhado num hospital por onde tive de passar até conseguir um dos meus grandes objetivos que era aceder ao Centro de Medicina da Reprodução do HSJ.
Começa tudo de novo e deparo-me outra vez com a situação de aguardar pela chegada de uma carta com a marcação da primeira consulta. Tal como tem acontecido sempre, os prazos que nos são indicados, seja para consultas como para tratamentos, nunca correspondem à realidade. Houve uma demora significativa na obtenção de notícias e como já tinha uma experiência negativa no encaminhamento do centro de saúde para o primeiro hospital, contactei o HSJ para averiguar se o meu nome constava na base de dados das consultas de infertilidade. Felizmente o nome aparecia nos registos do hospital porém, para um setor diferente (ginecologia, talvez?). Foi feita a correção para infertilidade mas segundo me disseram o erro que houve não influenciou o tempo de espera.
A carta mais aguardada daquele ano chegou com o dia 29 de dezembro de 2014 no horizonte, quase 7 meses após a passagem de testemunho.
Generosos minutos antes da hora marcada, o casal em missão aventurou-se nos labirintos do HSJ para encontrar o local da consulta. Munidos dos exames realizados no outro hospital e um bom tempo após a hora marcada, fomos chamados para o consultório. Iniciou-se o longo inquérito necessário para conhecer o casal e a prescrição de tudo o que faltava analisar. Foi recomendado que suspendesse o Progyluton, voltasse ao Provera e começasse a tomar duas carteiras diárias de Ovusitol (sugador financeiro que não mostrou resultados). Dali a 2 meses teria nova consulta para definição de tratamento em função dos relatórios dos exames.
Surgiu-me uma dúvida a propósito dos encaminhamentos de hospital para hospital. Que tipo de informação a nosso respeito é que migra? A perceção que tenho é que do ponto de vista clínico nada é enviado.
Adiante...
24 de fevereiro de 2015 e 35 anos de idade. Perante o historial relatado e o manancial de exames realizados, a médica considerou que uma FIV era o percurso mais indicado (com taxa de sucesso próxima de 30%), tendo passado a integrar a lista de espera que tem a duração de 1 ano. Mencionou que, uma vez que tenho direito e a lista de espera é mais rápida, poderia experimentar IIU (no sistema público o limite é de 3 e a taxa de sucesso ronda os 10%). Deu a indicação que teria de aguardar 3 a 4 meses, sendo habitual haver um contacto telefónico prévio ao aproximar-se a altura do tratamento.
Como tenho hipotiroidismo, apesar de em condições normais os níveis de TSH e T4 estarem adequados, para quem pretende engravidar e reduzir o risco de aborto, é frequente baixar o nível de TSH através do aumento da dosagem de medicamento. Em função desse facto passei a tomar Eutirox 125.
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