Desloquei-me ao hospital para perceber o que se passava de errado. A técnica administrativa, ao ver-me, ficou toda contente a pensar que estava a menstruar novamente. Disse-lhe que havia algo anormal, então foi logo falar com as médicas. Chamaram-me imediatamente para fazer ecografia apesar da sala de espera estar a abarrotar. Tinha duas médicas a observar o ecrã para verificarem se ainda havia alguma coisa no útero. Ficaram mais tranquilas por estar limpo. Viram depois os ovários e esses, exibiram-se com a treta do costume.
Aparentemente a libertação de coágulos e perdas clarinhas de sangue que tenho há semanas dever-se-ão a um desequilíbrio hormonal. A cavidade uterina está vazia, não são visíveis coágulos. No sábado ainda saiu um com cerca de 5cm de comprimento por 1cm de largura e ontem outro de menores dimensões. Para tentar resolver este distúrbio e reunir condições para iniciar a próxima FIV, vou tomar uma embalagem de Denille (pílula). Ao terceiro dia de sangue vivo vou ao hospital, faço ecografia e começo as injeções.
Perguntei à Diretora se o relatório de anatomia patológica já estava pronto e ela que disse que não, o que não é normal, dado já terem passado mais de 3 meses. Ela acha que o conteúdo da aspiração não foi entregue ao laboratório. No dia em que fui ao bloco o médico garantiu a mim e ao meu marido aliás, disse para ficarmos tranquilos, que os tecidos iam para análise citogenética. Falei também à médica o que fora dito na urgência relativamente a problemas genéticos nos embriões. Recordo que quando me perguntaram se tínhamos feito análise aos cariótipos e eu referi estarem normais, o médico afirmou ser impossível termos embriões com anomalias genéticas. Ela respondeu, como eu já sabia, que podem haver anomalias apesar dos cariótipos estarem bem.
Estou saturada de perdas de sangue, de esperar, de nunca mais fazer algo diferente, apesar de ter consciência que daqui a um mês vou estar a meio do processo de estimulação e começar a sentir-me como uma panela de pipocas. Parece que o ano já vai a meio. Este arrastar de tempo é fruto da gravidez mal resolvida, da inércia do laboratório ou da minha cabeça que quer pôr fim às incertezas.
Mostrar mensagens com a etiqueta Menstruação espontânea. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Menstruação espontânea. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 26 de março de 2018
terça-feira, 20 de março de 2018
Ajuda, precisa-se!
Como referi anteriormente, menstruei sem qualquer tipo de coadjuvante químico. Tão estranho como o fenómeno é o processo em si.
Passo a explicar.
O fluxo não foi muito abundante mas dava para concluir claramente que era menstruação. Seis ou sete dias depois era residual, levando-me a pensar que estaria a terminar. Julgo que no sábado à noite, sem que esperasse, o papel higiénico ficou todo vermelho, saíram dois ou três pequenos coágulos. Pensei que a menstruação fosse voltar, mas não. Nos dias que se seguiram veio novamente o corrimento claro a variar entre o rosa e o castanho, que indiciava que estivesse no fim. Ontem praticamente não houve nada e hoje também não, até agora. Estou outra vez com o corrimento rosa.
Atendendo que o hipotético ciclo anterior foi de 22 dias, nesta fase dar-se-ia a ovulação. O problema é que as perdas não pararam desde o dia 8 de março.
Pergunto às meninas experientes em menstruações espontâneas se isto é normal. Procurei informação mas não encontrei nada relacionado.
Passo a explicar.
O fluxo não foi muito abundante mas dava para concluir claramente que era menstruação. Seis ou sete dias depois era residual, levando-me a pensar que estaria a terminar. Julgo que no sábado à noite, sem que esperasse, o papel higiénico ficou todo vermelho, saíram dois ou três pequenos coágulos. Pensei que a menstruação fosse voltar, mas não. Nos dias que se seguiram veio novamente o corrimento claro a variar entre o rosa e o castanho, que indiciava que estivesse no fim. Ontem praticamente não houve nada e hoje também não, até agora. Estou outra vez com o corrimento rosa.
Atendendo que o hipotético ciclo anterior foi de 22 dias, nesta fase dar-se-ia a ovulação. O problema é que as perdas não pararam desde o dia 8 de março.
Pergunto às meninas experientes em menstruações espontâneas se isto é normal. Procurei informação mas não encontrei nada relacionado.
sexta-feira, 9 de março de 2018
Não me conheço mais!
Durante mais de 20 anos habituei-me à realidade de necessitar de medicação para menstruar. Questionei há tempos no hospital como iria saber quando me encontrava na menopausa. Passei por uma série de tratamentos em que introduzi no meu organismo quantidades absurdas de hormonas. Passei por abortos e uma aspiração. No mês passado, mais precisamente no dia de Carnaval, apercebi-me que tinha um corrimento ligeiramente rosado, por vezes acastanhado, clarinho, que perdurou por 4 dias. De vez em quando uma dorzinha ligeira afetava-me o fundo das costas. Na cabeça gerou-se um turbilhão de questões acerca do que aquilo poderia significar. Menstruação? Ovulação? Ainda perdas de restos de tecido embrionário que não foram removidos na aspiração? Menopausa a aproximar-se? Um distúrbio hormonal desconhecido? O que quer que fosse passou até voltar a manifestar-se ontem.
No dia da Mulher, acordei outra vez com o corrimento. Consultei imediatamente um calendário em que verifiquei que passaram 22 dias desde que me apercebi desse fenómeno estranho em fevereiro. A primeira palavra que me veio à cabeça foi "ciclo". Mas novamente surgiu a dúvida se aquele sinal me indicava ovulação ou menstruação. Hoje, numa ida à casa de banho, vi o que era: MENSTRUAÇÃO! Senti um soco emocional em relação ao que me está a acontecer. Quem diria que ia passar por isto aos 38 anos? A "adolescente" voltou não sei por quanto tempo. O primeiro impulso foi telefonar à minha mãe. Do outro lado ouvi "Assim, sem mais nem menos, não tomaste o Provera?". Ela contou que só depois dos 40 anos é que começou a ser regular. Antes disso estava 2 ou 3 meses sem menstruar. Os ciclos começaram mais tarde a ser completamente descontrolados por causa de miomas e pólipos que apareceram. Acabou por fazer uma histerectomia total aos 51 anos, dois anos depois do meu pai falecer.
Se realmente isto é um ciclo menstrual, 22 dias é pouco tempo. Não sinto dores, ao contrário do que aconteceu em 1994, em que mal me aguentava em pé. Segunda-feira terminam as tais 3 semanas que o laboratório de anatomia patológica disse faltarem para ficar pronto o resultado da análise aos restos embrionários. Iniciarei depois o protocolo da FIV, em que vou saber como andam os meus ovários.
Este facto inédito trouxe uma mini-esperança de que se a FIV não resultar poderei talvez no futuro engravidar espontaneamente se continuar a ter ciclos naturais e estes não forem anovulatórios. Mas engravidar não basta, é preciso conseguir mantê-la. Estou confusa com isto. Nunca esperei que fosse viver algo assim, principalmente nesta idade. Este fim de semana eu e o meu marido vamos fazer uma escapadinha, há muito tempo que não acontecia. Vai ser uma micro lua-de-mel, com o país em alerta meteorológico, em que estarei com o período (não programado).
No dia da Mulher, acordei outra vez com o corrimento. Consultei imediatamente um calendário em que verifiquei que passaram 22 dias desde que me apercebi desse fenómeno estranho em fevereiro. A primeira palavra que me veio à cabeça foi "ciclo". Mas novamente surgiu a dúvida se aquele sinal me indicava ovulação ou menstruação. Hoje, numa ida à casa de banho, vi o que era: MENSTRUAÇÃO! Senti um soco emocional em relação ao que me está a acontecer. Quem diria que ia passar por isto aos 38 anos? A "adolescente" voltou não sei por quanto tempo. O primeiro impulso foi telefonar à minha mãe. Do outro lado ouvi "Assim, sem mais nem menos, não tomaste o Provera?". Ela contou que só depois dos 40 anos é que começou a ser regular. Antes disso estava 2 ou 3 meses sem menstruar. Os ciclos começaram mais tarde a ser completamente descontrolados por causa de miomas e pólipos que apareceram. Acabou por fazer uma histerectomia total aos 51 anos, dois anos depois do meu pai falecer.
Se realmente isto é um ciclo menstrual, 22 dias é pouco tempo. Não sinto dores, ao contrário do que aconteceu em 1994, em que mal me aguentava em pé. Segunda-feira terminam as tais 3 semanas que o laboratório de anatomia patológica disse faltarem para ficar pronto o resultado da análise aos restos embrionários. Iniciarei depois o protocolo da FIV, em que vou saber como andam os meus ovários.
Este facto inédito trouxe uma mini-esperança de que se a FIV não resultar poderei talvez no futuro engravidar espontaneamente se continuar a ter ciclos naturais e estes não forem anovulatórios. Mas engravidar não basta, é preciso conseguir mantê-la. Estou confusa com isto. Nunca esperei que fosse viver algo assim, principalmente nesta idade. Este fim de semana eu e o meu marido vamos fazer uma escapadinha, há muito tempo que não acontecia. Vai ser uma micro lua-de-mel, com o país em alerta meteorológico, em que estarei com o período (não programado).
Subscrever:
Mensagens (Atom)