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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Hirsutismo

Uma das evidências que apresento, que corrobora o diagnóstico de SOP, é o hirsutismo. Com o passar dos anos acentuou em algumas zonas, embora haja partes do meu corpo em que não existe qualquer crescimento anómalo de pêlo. Quem olhar para a escala de Ferriman e Gallwey pode ficar um pouco impressionado com o grau de pilosidade que pode ser atingido. Há uns meses achava que a situação estava a ficar descontrolada, pela rapidez e quantidade de pêlos que apareciam, literalmente, de um dia para o outro.

Não era fã de pílulas. Tive uma má experiência com a Yasmin. Durante os 3 anos em que a tomei não notei nenhuma redução no hirsutismo mas nessa altura fazia as pausas normais de 7 dias. Sentia-me mal, principalmente no verão, mas o endocrinologista desvalorizava as minhas queixas. Alegava que era uma pílula muito boa, por ter uma composição à base de produtos naturais. Não era ele que a estava a tomar e a ter efeitos indesejáveis, então borrifava-se para o que eu dizia.

Atualmente estou a tomar Gynera, de forma contínua desde março e sinto-me bem. Em fevereiro, quando iniciei a terapêutica tive cãibras nos gémeos durante o sono, cansaço nas pernas, enxaquecas, spotting o tempo todo até ter a hemorragia de privação. Pensei que quando começasse a segunda caixa que, a partir daí seria sem interrupções, fosse acontecer o mesmo. Enganei-me redondamente. Apesar das elevadas temperaturas dentro da minha casa, não tenho cãibras noturnas, as enxaquecas são ocasionais, não há spotting e o que me está a deixar radiante, o hirsutismo diminuiu bastante no rosto. 

Eu tinha reservas sobre o que iria fazer futuramente para induzir as hemorragias de privação. Não me interessava a pílula pelo que acontecera com a Yasmin. Provera ou Progyluton não reduzem o hirsutismo mas funcionam para ter ciclos artificiais. Sobre a diminuição do pêlo onde ninguém quer, não sei se a depilação a laser seria uma boa alternativa para mim, devido às constantes flutuações hormonais. Tenho de falar com alguém que perceba realmente do assunto. Em relação à parte hormonal e o meu seguimento no futuro, estou a pensar eleger como minha ginecologista uma das médicas que me acompanha no HSJ, por já conhecer esta criatura alienígena que está a mandar bitaites no blogue.

Depreendo que se fizesse hoje uma ecografia, os dois safados que me infernizam há décadas estivessem irreconhecíveis, com um ar inocente e limpo. As flores de lótus secas devem ter dado lugar a dois ovários. A limpeza química que está a ser realizada àqueles filhos da mãe poderá ser realmente uma vantagem para a TEC, na medida em que os androgénios estão diminuídos em relação ao que é habitual e os ovários menos tóxicos. Quando suspender a pílula, o retrocesso será rápido, no entanto tenho esperança que a implantação do(s) mini-nós aconteça antes que regresse o caos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Dia 1 da FIV 1

Fazendo um pequeno rewind à preparação... Iniciei Yasmin no primeiro dia da última menstruação e suspendi 14 dias depois, ou seja, a 5 de fevereiro. Desta vez não tive a hemorragia de privação.

Fomos esta manhã ao HSJ para fazer a ecografia, ter consulta, tirar sangue e ter uma mini-aula acerca de injetáveis.

A única informação que consegui captar durante a ecografia é que o meu endométrio está muito fino. Isso explica a ausência de menstruação.

Na consulta fomos informados acerca das diferenças entre IIU e FIV. Foram-nos também entregues as declarações de consentimento alertando para o risco de hiperestimulação e de gravidez gemelar. Tivemos também de indicar qual o número máximo de embriões a transferir, sendo que a legislação atual permite até três. Devíamos também mencionar se autorizávamos doação de embriões a outros casais inférteis e/ou para efeitos de estudos científicos e, no caso de consentirmos a doação a outros casais, se permitíamos a divulgação da nossa identificação.

Como tenho hipotiroidismo tive de fazer colheita de sangue para avaliar o nível de TSH.

Iniciei hoje o plano de tratamento com 150 UI de Puregon, às 21 horas. No dia 14, à mesma hora, começarei também a administrar Orgalutran. A partir de domingo serão então duas injeções, cada uma de um lado diferente da barriga.

No dia 16 farei ecografia de monitorização.

O Orgalutran vem em seringas individuais, com a preparação já feita. O maior cuidado a ter é na remoção do ar contido na ampola.

Para quem não tem uma ideia dos preços dos injetáveis aqui ficam os montantes dos que mencionei acima, com todas as comparticipações previstas:

Puregon 900 UI - 98,79€

Orgalutran 0,25 mg - 48,66€

Continuo a tomar Dikirogen que tem um custo aproximado de 35€/mês.

Vivi esta manhã com um distanciamento maior do que imaginava há um ano, pois a minha cabeça estava naquilo que se passava no seio familiar, com a morte da minha avó. A maior preocupação era conseguir sair do hospital a horas decentes para poder fazer a viagem até à terra e ir ao funeral.



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Few years later...

Fui a mais uma consulta de rotina no endocrinologista e ao longo do tempo verificava que o meu corpo estava a reagir de forma diferente ao Provera. As hemorragias vinham cada vez mais tarde, o fluxo era mais reduzido e só durava uns 3 dias.

Perguntei ao médico se havia algum problema em começar a tomar a pílula. Ele falou-me da Yasmin com entusiasmo. Era um produto natural muito bom que tinha surgido no mercado há relativamente pouco tempo e ia fazer uma "limpeza" aos meus ovários. Concordei experimentar Yasmin e acabei por usá-la durante três anos.

Se pudesse voltar atrás não tomava aquela pílula e se calhar qualquer outra. Antes da Yasmin raramente tinha cefaleias. Diria que talvez só sentia dores de cabeça uma vez por ano. O cenário mudou e todos os meses, uns dois dias antes de vir a hemorragia de privação, começava a ter enxaquecas que se estendiam durante alguns dias do período. Só passavam se tomasse paracetamol. Outra coisa que acontecia no verão durante esses anos era ter dores intensas nas pernas, do joelho para baixo quando estava deitada. Suponho que estava a afetar o meu sistema circulatório. Relatei esses episódios ao endocrinologista os quais desvalorizou, defendendo sempre a Yasmin.

Como já não morava perto do local onde o médico consultava e estava a ficar descontente com o seu acompanhamento, decidi mudar de profissional.